“Depois de tudo ela virou um coração quadrado, daqueles que começa um amor, finda, e logo depois vem outro. Uma pertubação momentânea, que logo depois ela troca. Todos tinham prazo de validade. Todos não passam ali por muito tempo, por que aquele coração tinha canto, tinha beiradas que tudo escapava. Era em linha reta e quando menos esperava, ele contornava sozinho pra outro coração, e ela continuava ali, sem poder escapar. Escapar do próprio coração, quem pudera? Me diz, que pudera pulsar em outro em coração além do dela mesmo? Se virou de cabeça pra baixo. Bateu e bateu nos quatro cantos, mas quem disse que os buracos se fechavam? E ela só queria uma pessoa que entrasse e colocasse uma fita impermeável ali, que a deixasse num circulo vicioso, sem fim.”
Aproveite meu silêncio, pois minhas palavras iriam acabar com você.